Provedores regionais de internet estão no radar de rivais maiores

Em um primeiro momento, pôde-se observar uma onda de capitalização dos provedores de internet, especialmente daqueles que abriram capital na bolsa, desencadeando um grande movimento de aquisições.

Agora, em uma segunda onda, também estes provedores que cresceram via aquisições tornam-se alvo de consolidação. Se, a partir de 2021, essas empresas eram as grandes protagonistas quando se tratava de expansão, nesse momento, depois de receberem investimentos, passaram a entrar no radar de rivais maiores, incluindo as teles.

A Desktop, a Unifique e a Brisanet são exemplos disso. Em 2021, as companhias levantaram capital na última janela de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) e realizaram muitas aquisições e ganharam escala. Agora, com a bolsa brasileira andando de lado, suas ações estão baratas, na visão de especialistas, abrindo oportunidades de compra.

Vale ressaltar que a Vero, do fundo Vinci, e a Alloha, provedor de banda larga da gestora de private equity eB Capital, também foram sondadas por investidores. As duas companhias possuem capital fechado.

A Vero esteve no radar da FIBrasil, empresa de fibra óptica que tem a Telefônica, detentora da Vivo, com 50% de participação, em 2022. No entanto, não houve acordo entre ambas sobre o preço. Agora, a empresa tem se aproximado da Americanet, que tem o fundo Warburg Pincus como acionista.

Novo modelo de investimentos

Mais do que a base de clientes, o interesse nesses ativos cresce em função da infraestrutura que pode ser adquirida junto com os negócios, com penetração em regiões onde as teles não chegava, ativo de muito valor em um país continental como o Brasil.

Agora, uma nova onda de consolidação deve ocorrer nesse mercado. Entretanto, os investidores não estão dispostos a realizar investimentos como antes.

Com a queda nas ações de companhias que abriram capital recentemente e os obstáculos em meio ao cenário macroeconômico com juros altos, o jogo mudou. Os fundos de private equity seguem com apetite, mas somente os ativos mais sinérgicos, melhor estruturados e com potencial claro de crescimento podem negociar melhor seus acordos.

Muitos negócios no radar

Formada por uma sequência de aquisições de operadores locais e regionais nos últimos anos, a Alloha foi avaliada por investidores do exterior em 2022. Os acionistas pediram cerca de US$ 1 bilhão pela empresa. Contudo, a oferta não foi aceita pelos potenciais investidores.

Outra proposta recebida pela companhia foi de separação da operação da rede de fibra do serviço ao cliente, algo mal visto por parte dos acionistas. O executivo Lorival Luz agora é sócio da eB Capital e chairman da provedora. Com isso, ele buscará traçar estratégias para a companhia. No entanto, ainda resta integrar as marcas da Alloha, oriundas de diversas aquisições realizadas pela companhia. Nesse sentido, a Vero, que também vem de várias aquisições, estaria à frente.

Os concorrentes da Alloha optaram por fazer IPO, estratégia rechaçada pela companhia. Em 2023, a ideia é de que o Ebtida da empresa gire em torno de R$ 750 milhões, com receita de R$ 2 bilhões.

A empresa de infraestrutura de fibra óptica V.Tal, também está analisando ativos no mercado para comprar, mas sem realizar investimentos exorbitantes. A empresa foi criada pelo BTG Pactual a partir da compra dos ativos da Oi. Já a Algar Telecom, que possui estrutura interna para aumentar de forma inorgânica, optou por outro caminho, devido ao crédito mais restritivo no Brasil.

Já sobre Desktop, que atua no interior de São Paulo, o HIG, fundo de private equity, dono de 37% da companhia, afirmou ter observado maior interesse na empresa, sobretudo agora que a operadora ganhou porte e está chegando a 1 milhão de usuários ativos. “Algumas das empresas médias que se profissionalizaram, fizeram IPO, cresceram e passaram agora a atrair o olhar das grandes ‘telcos’ [empresas de telecomunicações] ”, afirma o diretor da HIG Capital no Brasil, Marcelo Hudik.

As empresas e os bancos, segundo o executivo, estão mantendo conversas com a companhia para compreender o negócio. No entanto, o provedor, por ora, apenas observa o movimento, mantendo-se fiel à ideia de crescimento por aquisições e organicamente, potencializada pelo aumento de capital de R$ 250 milhões, dos quais R$ 220 milhões são de investimento do próprio HIG

Para o executivo, a companhia também observa, em paralelo, o interesse por sua rede de infraestrutura, especialmente porque as grandes operadoras costumam enxergar como separadas as divisões de serviço e de infraestrutura.

Mercado vai seguir se consolidando

De acordo com informações da consultoria Teleco, o mercado de operadoras independentes se destaca como pulverizado, com 8 mil empresas formais (estima-se que 12 mil no total). Destas, 5 mil tem menos de mil clientes. A consolidação, portanto, vem por parte de não mais que “10 a 11 empresas com mais de 250 mil clientes”, as quais “seguem fazendo as aquisições”, segundo o presidente da Teleco, Eduardo Tude.

Na visão do executivo, “nenhuma das empresas está com a corda no pescoço. Elas ainda estão buscando crescimento”. A diferença é o cenário, que já não tolera movimentos em falso, pelo custo maior do dinheiro.

Para gerar sinergia e menor desembolso, algumas empresas devem recorrer a união de ativos através de troca de ações, estratégia com menos desencaixe financeiro, mas que também irá premiar somente aqueles ativos com potencial claro.

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Este conjunto, conduzido por consultoria especializada e já testado por mais de 200 provedores, deixa o ISP, sob a avaliação dos principais fundos investidores, 70% mais valioso, dando-lhe mais força e poder de decisão nas negociações de fusões e aquisições.

Se a ideia for atrair investidores em um momento mais desafiador como o atual, a solução passa necessariamente pela otimização e, consequente valorização do provedor. O resultado é a obtenção de musculatura para, inclusive, decidindo não vender, comprar concorrentes menos estruturados ou alinhar uma fusão sinérgica.

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Fonte: Assessoria Prosper Capital com informações de Valor Econômico

Imagem: Canva

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